segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O papel da União Européia na luta contra as alterações climáticas


O PAPEL DA UNIÃO EUROPÉIA NA LUTA CONTRA AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
  1. Introdução
            Sendo uma das maiores preocupações atuais da União Européia (UE), as alterações climáticas vêm se tornando um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos. Os impactos ambientais avançam cada vez mais, logo, acaba gerando um grande alerta para a UE e seus cidadãos.
  1. Pesquisas e a UE
            Segundo algumas avaliações e pesquisas levantadas por agências ambientais, outros impactos poderão acontecer futuramente devido a ação do homem nos dias atuais. Logo, a UE e os seus estados membros enxergam a necessidade de celebrar acordos e convenções com objetivos e medidas para a prevenção e diminuição de danos ambientais futuros.
            De acordo com pesquisas levantadas em diversos lugares, como por exemplo nos EUA e no Reino Unido , as alterações climáticas se encontram bem longe de ser as primeiras prioridades de seus cidadãos. Uma grande porecentagem de entrevistados acabam escolhendo outros assuntos, relacionados a economia e saúde, como sendo de maior importância.
            Já na União Européia, em um inquérito realizado pelo Eurobarómetro no final de 2013, o resultado foi diferente. Os cidadão dos Estados membros posicionaram as alterações climáticas em terceira lugar no quadro de problemas mais sérios no mundo, ficando atrás apenas de assuntos como a pobreza e a situação econômica. Entretanto, em uma nova pesquisa realizada em 2014, quando os cidadãos europeus foram questionados qual seria os principais problemas enfrentados por seus países, secundarizaram as alterações climáticas, priorizando assuntos voltados à criminalidade, economia, inflação, impostos, desemprego, imigração, saúde e educação.
            Todavia, o que não pode deixar de ser reconhecido é o fato de que a UE e seus líderes políticos buscam, cada vez mais, priorizar e dar a atenção necessária à política contra as alterações climáticas, se comprometendo com frequência em planos e acordos voltados ao assunto.
  1. Acordos Ambientais e o empenho da UE
            Dentre os acordos mais conhecidos e relacionados às alterações climáticas, em que a UE faz parte, está a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climaticas (CQNUAC), resultando no Protocolo de Quioto e, também, no Acordo de Paris.
            A CQNUAC é um tratado internacional que se resultou da conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, sendo firmado por quase todos os países do mundo, inclusive os estados membros da União Européia. Tem como objetivo establizar a concentração de gases com efeito estufa na atmosfera, evitando perigos futuros devido às alterações climáticas.
Logo de início, a Comunidade européia defendeu a ideia de que era necessário estabelecer metas quantificadas e datadas para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Já os EUA, a União Soviética e o Japão foram contra, alegando que as medidas eram rígidas e que havia a necessidade de estudos científicos mais aprofundados sobre alterações climáticas.
            As reuniões entres os Estados que fazem parte da CQNUAC ocorrem periodicamente. Sendo que em um de seus primeiros encontros, foi desenvolvido e negociado o Protocolo de Quioto, objetivando a redução da emissão de gases que intensificam o efeito estufa e que contriubuem para o aquecimento global. Diante desse protocolo, a UE se mostrou interessada e empenhada para estipular metas que contriubuíssem para a redução nas emissões de gases. Já os Estados Unidos da América enxergaram a possibilidade de praticar a redução através da troca de direitos de emissão, do mesmo modo que já tinha ocorrido no programa de controle das emissões de dióxido de enxofre.
            Ao longo do processo de negociações para implementação do protocolo, a Comissão Européia (CE) chegou à conclusão de que o melhor caminho seria adotar uma política de licença para emissão de gases, tendo a experiência americana como exemplo, porém, de acordo com o seu próprio contexto. No ano de 2003 a diretiva foi adotoda, dando origem a um Comércio Europeu de Licenças para Emissão (CELE).
            Logo, entre 2005 e 2007, o CELE teve a sua fase experimental realizada, suprindo todas as expectativas da UE. Consequentemente, o projeto euroupeu passou a ser considerado o maior exemplo no mercado mundial de carbono e, ao mesmo tempo, concretizou a ideia de que contribuiria para o cumprimento do Protocolo de Quioto entre 2008 e 2012.
            Em 2013, a UE adotou um plano para adaptações às alterações climáticas com o objetivo de diminuir problemas já sentidos em alguns Estados membros. Tal plano, de certa forma, incentivaria os Estados membros para desenvolver estratégias adaptacionais perante os impactos. Por outro lado, fortaleceria a ideia de que a UE deveria implementar uma política de seguro contra catástrofes naturais em diversos ramos e, assim, fortaleceria cada vez mais a resistência frente às alterações climáticas.
            Através desse plano, é possível enxergar a preocupação e empenhamento da UE em se adaptar às alterações climáticas. Tendo como foco a necessidade de uma resposta rápida e eficaz quando esses problemas ambientais ocorrem e, por muitas vezes, acabam deixando seus efeitos destrutivos.
            Todavia, a política européia referente às alterações climáticas não se limitaram por ali. No ano de 2015 foi realizada a Conferência das Partes (COP 21) em Paris. O encontrou acabou resultando na celebração do Acordo de Paris entre 195 estados, objetivando a redução de emissão de dióxido de carbono, buscando evitar o agravamento das mudanças climáticas.
            A ratificação do acordo foi aprovada pela UE em Bruxelas , no dia 30 de setembro de 2016. Todos os países membros se mostraram de acordo, dando um sinal positivo para esse acontecimento.
            Segundo Miguel Arias Canete, comissário europeu de Ação Climática e Energia, essa aceitação do acordo é histórica e, de certa forma, uma resposta às críticas de que a União Européia teria deixado de ser líder nas políticas de combate às alterações climáticas.
           
Webgrafia:


Jean Henrique dos Santos Ferreira
Estudante Erasmus
Subturma 8, 4 ano TA

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