segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

O multilateralismo e a União Europeia – a Parceria Oriental e os desafios a Leste


O multilateralismo e a União Europeia – a Parceria Oriental e os desafios a Leste
 


  
A.   Introdução – em que consiste o multilateralismo?
Como a própria etimologia indica, o termo multilateralismo remete-nos para uma estratégia ou objectivo que é partilhado por, pelo menos, três partes[1]. Nesta acepção, o conceito de multilateralismo poder-se-ia considerar quase como fundacional das relações internacionais. Contudo, longe de estar cristalizado, este conceito tem nas últimas décadas vindo a adquirir novas características que o distanciam da sua acepção original, tais como: (i) a indivisibilidade; (ii) a reciprocidade difusa; (iii) e princípios gerais de conduta.[2] Esta nova vertente do multilateralismo tem sido louvada uma vez que requer que “os seus participantes renunciem a vantagens temporárias e à tentação de definirem os seus interesses de forma estreita nos termos dos seus interesses nacionais[3], resultando num método de condução da política internacional distinto quer de uma abordagem de base bilateral, quer de uma hierarquia imperialista e unilateral.[4]
 

B.   Multilateralismo – a Política Europeia de Vizinhança
A Política Europeia de Vizinhança (PEV) foi lançada e desenvolvida entre 2003 e 2004, tendo como principais objectivos o apoio e incentivo à estabilidade, segurança e prosperidade dos países mais próximos das fronteiras da União.[5]
A PEV desenvolve-se primariamente num enquadramento de cooperação bilateral entre a União Europeia e os seus Estados vizinhos, podendo incidir sobre as mais diversas matérias, desde o comércio ao ambiente, passando por políticas migratórias, direitos de propriedade intelectual e defesa dos consumidores.
No entanto, esta metodologia (bilateral) não é exclusiva, tendo a União Europeia procurado desenvolver com os seus Estados parceiros iniciativas multilaterais, para melhor poder intervir a um nível regional. Esta abordagem estratégica ajuda a melhor suportar as decisões políticas destes Estados, fornecendo-lhes meios e métodos para colaborarem com os seus próprios parceiros regionais, facilitando a segurança e a estabilidade das regiões em questão e complementando a abordagem bilateral da PEV.[6]
Para efeitos da sua abordagem multilateral foram criadas duas parcerias regionais:
(i)               União para o Mediterrâneo – composta por um total de 43 Estados (28 Estados-membros e 15 Estados parceiros), abarcando Estados do Norte de África, Médio Oriente e Sudeste Europeu.
(ii)             Parceria Oriental – composta por um total de 34 Estados (28 Estados-membros e 6 Estados parceiros), incidindo sobre a região da Europa de Leste e do Cáucaso.

 

C.   Parceria Oriental e os desafios a Leste
Será sobre os desafios suscitados pelo ponto (ii) – a Parceria Oriental – nomeadamente, no que às relações entre a União Europeia e a Rússia diz respeito, que irá incidir a nossa breve análise.

I.               Um cenário promissor
Na ocasião da assinatura do Acordo de Parceria e Cooperação entre a União Europeia e a Federação Russa (1994 – ainda sob a direcção de Boris Yeltsin), que se destinava a criar uma relação baseada na amizade, na cooperação e em interesses económicos, havia todas as razões para encarar o cenário como sendo promissor. Tanto assim era que se chegou a falar, meramente em termos informais, numa possível adesão da Federação Russa à União Europeia.[7] Não obstante a parte informal, o Acordo trazia também inúmeras novidades como disposições que regulavam o comércio entre ambas as partes, o investimento, as condições de trabalho dos cidadãos, o comércio de materiais nucleares, uma maior cooperação económica, entre outras coisas.[8] Apesar de algumas dificuldades iniciais na implementação do acordo, ao nível da comunicação entre as estruturas multipolares da EU e do aparato diplomático russo, este entrou em efeito e serviu como base para as relações entre ambas as partes durante um, relativamente curto, período.

II.            Os sinais de divergência
                    Em preparação para o alargamento da União Europeia que se avizinhava, onde seriam incluídos os seus vizinhos a Leste (tais como a Polónia, a Eslováquia, a Hungria, os países do Báltico, e mais tardiamente, a Bulgária e a Roménia), iniciou-se a preparação da PEV. Para além dos objectivos da PEV já previamente referidos, destacam-se também aqueles que surgem da necessidade de evitar a criação de linhas artificiais que colidiriam com as realidades históricas dos novos Estados-membros. Por outras palavras, não faria sentido cortar ou restringir artificialmente as relações entre os novos Estados e os seus vizinhos a Leste, especialmente tendo em conta que tinha havido grande cooperação entre estes durante o longo período de influência soviética. Assim, procurando não isolar, nem deixar isolado, nenhum desses Estados foi feito um esforço para o desenvolvimento de relações com eles, nas mais variadas áreas, para que tivessem uma chance de cooperarem com a União Europeia e usufruirem de algumas das vantagens daí decorrentes.
                Esta mesma oportunidade terá sido extendida à Federação Russa na mesma ocasião. Mas, agora, a Rússia, já sob a direcção de Vladimir Putin, não se mostrou tão aberta a esta abordagem. Não por discordar dos benefícios que ela traria em termos materiais, como uma maior cooperação e integração, mas principalmente, pelo modo como ela era feita – pelos seus procedimentos. De facto, seria impossível para os centros do poder em Moscovo, conseguirem mudar tanto em tão pouco tempo. Aceitar uma realidade onde o Estado preponderante na definição dos rumos da União Soviética era agora tratado a par de alguns dos seus ex-estados e satélites, nunca seria fácil. Para a Rússia, procurar uma integração na União Europeia, nos termos desta, constituiria já uma cedência. Seria, no fundo, passar de um Estado que dita as regras e define as realidades materiais, para se transformar num Estado que se limita a acatar regras estabelecidas por outros.[9]
                Simultaneamente, outros acontecimentos vieram acicatar as desconfianças russas em relação à actuacção das entidades ocidentais, aumentando a divisão entre ambas. As “revoluções coloridas” na Ucrânia, na Geórgia, e no Quirguistão, todos Estados ex-soviéticos, e que se apresentavam como desafiando os estilos de governo mais autoritários foram vistos como resultado de uma propaganda ocidental expansiva[10].[11]
                A declaração de independência do Kosovo, em 2008, representa um dos expoentes desta divergência de mundividências. O Ocidente aprova. A Rússia condena. E deixa um fatídico aviso: “Aqueles que estão a considerar apoiar o separatismo devem perceber as perigosas consequências que as suas acções ameaçam ter para a ordem mundial, a estabilidade internacional e a autoridade das decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidas que levaram décadas a construir.”[12] Não muito tempo depois, este aviso veio a concretizar-se na Guerra dos cinco dias – representando a adopção e a primeira aplicação prática em tempos recentes de uma doutrina que legitima a intervenção militar como forma de assegurar os interesses dos nacionais de um país fora deste. O reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abecásia não tardaram, recorrendo ao precedente contra o qual haviam avisado pouco tempo antes.
                Apesar de todo este escalar de tensões, a verdade é que a desconfiança sentida tinha como principal alvo os Estados Unidos da América e a OTAN, e não propriamente a União Europeia. Pelo contrário, diversas declarações levam a crer que a Rússia procurava ainda o apoio desta para contra-balançar aquilo que via como uma actuação antagonística por parte dos EUA.[13]
                Acerca de qual o preciso momento a partir de onde as relações entre a Federação Russa e a União Europeia realmente começaram a deteriorar, existe uma variedade de opiniões, alternando consoante o autor. O certo é que dois dos elementos-chave foram o início da Parceria Oriental (2008)[14], e a re-eleição de Vladimir Putin como Presidente da Rússia (2012).[15]
                Subitamente, a Rússia começou a manifestar o seu descontentamento perante a Parceria Oriental. Segundo esta, estava a ser forçada a agir com “cautela”, uma vez que a União Europeia demonstrava agora querer criar uma esfera de influência própria[16], esfera essa demasiado próxima das tradicionais alianças russas no palco internacional. O modo como a Parceria Oriental teria sido originalmente colocada perante os outros Estados ex-soviéticos: “ou em frente, para um brilhante futuro com a União Europeia, ou para trás – com a Rússia”[17], teria sido também excessivamente maniqueísta aos seus olhos, e interpretada como procurando criar uma linha divisória, entre os Estados alinhados com a União Europeia e os Estados alinhados com a Rússia.

III.         De parceiro estratégico a problema estratégico
                Assim, terá a Rússia decidido abandonar a “defensiva”, e procurado estabelecer a sua própria esfera de interesses, as suas próprias instituições, e a sua própria heteronormatividade estabelecida em fundamentos axiológicos díspares. A União Económica Euroasiática abandonou o papel para se transformar numa realidade coerente e consistente.[18]. A integração com a União Europeia deixou de ser prioridade.[19] E todos os esforços foram feitos para que a Arménia e a estratégica Ucrânia seguissem esse caminho – não assinando os Acordos de Comércio Livre Aprofundados e Abrangentes.
                A mudança de disposição por parte da Arménia já terá sido difícil de obter, algo apenas conseguido durante a madrugada do próprio dia em que o Acordo seria assinado. Mas se na Arménia foi complicado, nada faria prever o que se iria desenrolar na Ucrânia.
                A necessitar desesperadamente de ajuda económica, a Ucrânia encontrava-se dividida entre uma possível escolha entre a Rússia ou a União Europeia; por um lado a parceria com a UE sempre fora bastante importante para o povo ucraniano, por outro a Rússia prometia uma maior ajuda financeira e não procurava intervir nos assuntos internos, ao contrário da UE. A própria população encontrava-se dividida acerca deste tópico, de acordo com linhas culturais e linguísticas (o russo é a língua nativa da maior parte da população no Este ucraniano). Sucederam-se protestos populares de larga escala. Deu-se uma revolução, e o Presidente, agora exilado, procura refúgio na Rússia.
                Seguiu-se a anexação da Crimeia e Sevastopol[20] [21] – territórios historicamente russos – que ocorreu pacificamente, em termos bélicos tradicionais, tendo havido, contudo, um uso extensivo de várias tácticas híbridas[22]. O projecto seguinte pretendia conseguir a formação de um novo Estado independente – a Novorússia – nos distritos do extremo oriente ucraniano, Donbass e Lugansk, recorrendo às mesmas tácticas. No entanto, desta vez o plano não correu de feição, e iniciou-se um confronto militar que ainda hoje perdura (embora não de forma aberta e tradicional) entre as duas nações, apesar dos sucessivos acordos de tréguas celebrados em Minsk.
                O escalar da intensidade deste conflito segue uma natureza própria de ondas, despoletando-se ocasionalmente em virtude de outros eventos. Mais recentemente o abalroamento de navios ucranianos e a captura dos respectivos tripulantes, acusados pela Rússia de violar o direito internacional.

IV.          Novas regras ou um jogo sem regras
                “Novas regras ou um jogo sem regras” foi o mote sob o qual ocorreu a XI Sessão do Valdai International Discussion Club de 2014, onde participou Vladimir Putin. No discurso que fez por essa ocasião veio deixar clara a sua posição, no palco das relações internacionais, o mote era adequado: “A discussão de hoje tem lugar sob o tema: Novas Regras ou um Jogo sem Regras. Penso que esta fórmula descreve de forma precisa o momento de viragem histórico a que chegámos hoje e a escolha com que nos deparamos. (…) À medida que analisamos a situação actual, não nos devemos esquecer das lições da História. Em primeiro lugar, mudanças na ordem mundial – e o que estamos a ver hoje são eventos dessa escala – são normalmente acompanhados se não por guerra global e conflitos, então por sequências de intensos conflitos ao nível regional”.[23] Como factores justificativos da necessidade de novas regras o Presidente russo refere as sucessivas actuações por parte dos Estados Unidos em violação do Direito Internacional.[24]
                Perante a atitude reflectida neste discurso, que põe em causa os fundamentos da ordem internacional em que assenta a própria União Europeia, é natural que esta não possua grande vontade de dialogar com a Rússia. Contudo, “tendo em conta a sua importância não pode deixar de se relacionar com ela”.[25]
                Foram então estabelecidos cinco princípios destinados a orientar a actuação da União Europeia na sua relação com a Rússia: (i) – insistir na completa implementação dos acordos de Minsk como pré-requisito  para o levantar das sanções impostas; (ii) – procurar um ainda maior estreitamento de relações com as repúblicas ex-soviéticas (presumivelmente intensificando a Parceria Oriental de âmbito multilateral); (iii) – aumentar a resiliência europeia face a ameaças híbridas por parte da Rússia; (iv) – evitar que o aumentar das tensões leve a um abandonar do diálogo em questões de primeira importância, como o terrorismo ou as alterações climáticas; (v) – aumentar o apoio à sociedade civil russa e promover o contacto inter-pessoal.[26]

V.             Breves conclusões
                Neste ‘confronto’ entre a União Europeia e a Rússia, que como demonstram os mais recentes eventos, ainda se encontra longe de estar terminado, é necessário ser-se especialmente cauteloso no que à elaboração de estratégias diz respeito. Torna-se também visível a necessidade de resiliência da União Europeia para que não desista de optar pela abordagem multilateral que tem vindo a prosseguir.
                Uma estratégia que se limite à imposição de sanções económicas e financeiras tem um impacto limitado. Especialmente porque à medida que estas sanções se tornam mais generalizadas[27] arriscam vir a perder o seu impacto, por possibilitarem a criação de laços económicos paralelos aos das instituições actuais. O facto de estas sanções prosseguirem objectivos de longo prazo leva também a que as situações de facto se mantenham de forma prolongada no tempo, o que acaba por levar à sua legitimação, ou pelo menos aceitação, no palco internacional. Este arrastar das situações no tempo confere igualmente a possibilidade de ancorar mais firmemente a construção de realidades e organizações internacionais assentes em diferentes valores, e a sua promoção fora dos seus limites internos.[28]
                No lado oposto encontra-se a outra face da mesma moeda, onde uma estratégia que abandone as meras sanções económicas e que se torne mais militar estará essencialmente a legitimar no plano material a actuação russa, e a abandonar os valores multilateralistas e não belicistas que tanto a União Europeia como os Estados Unidos da América dizem defender e pretendem que a Federação Russa adopte.
                Em ambos os casos a Rússia parece estar bem lançada para obter o que quer:
“Novas Regras ou um Jogo sem Regras”.

D.  Referências

·      Acordo de parceria e cooperação que estabelece uma parceria entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-membros, por um lado, e a Federação da Rússia, por outro - Protocolo nº 1 Relativo à criação de um grupo de contacto sobre questões relacionadas com o carvão e o aço - Protocolo nº 2 Relativo à assistência administrativa mútua para a correcta aplicação da legislação aduaneira - Acto Final - Declarações comuns - Trocas de cartas - Acta de assinatura, Jornal Oficial nº L 327 de 28/11/1997
·       Address by President of the Russian Federation”, Official website of the President of Russia, 18 March 2014
·     Adrian Pop, “From cooperation to confrontation: the impact of bilateral perceptions and interactions on the EU- Russia relations in the context of shared neighbourhood”, Eastern Journal of European Studies, 2016 – volume 7
·     Ana Maria Guerra Martins, “Os Desafios Contemporâneos à Acção Externa da União Europeia”, Almedina, 2018
·     Carl Bildt, “Russia, the European Union, and the Eastern Partnership”, ECFR Riga Series
·       Interview by NG – Dipkuryer with Vladimir Chizhov, Russia’s Permanent Representative to the EU, 18 May
·      James A. Caporaso, “International relations theory and multilateralism: the search for foundations”, International Organization, 46: 3, Summer 1992
·      John Ruggie, "Multilateralism: the anatomy of an institution”, International Organization, 46:3, Summer 1992
·     Joint communication to the European parliament, the Council, the European economic and social committee and the Committee of the regions, Review of the European Neighbourhood Policy, 2015
·     “Meeting of the Valdai International Discussion Club”, Official website of the President of Russia, 24 October 2014
·      Statement by Russia’s Ministry of Foreign Affairs on Kosovo, February 17, 2008
·        Transcript of Remarks and Response to Media Questions by Russian Minister of Foreign    Affairs Sergey Lavrov at Joint Press Conference with Acting Czech Minister of Foreign Affairs Karel Schwarzenberg and EC Deputy Director General for External Relations Hugues Mingarelli after Plenary Meeting of Russia-EU Permanent Partnership Council, Luxembourg, 28 April
·     Y. Zaliznyak, ‘Information security and Russian aggression: Ukraine–EU–NATO hybrid response to hybrid war’, Yearbook of the Institute of East-Central Europe, vol. 14, no. 2, 2016


Miguel Romano
Aluno nº 28159
4º ano, Turma dia


[1] Organizações internacionais ou Estados, neste caso.

[2] John Ruggie, "Multilateralism: the anatomy of an institution”, International Organization, 46:3, Summer 1992, pp 561-598.
[3] James A. Caporaso, “International relations theory and multilateralism: the search for foundations”, International Organization, 46: 3, Summer 1992, p. 604. – Tradução nossa.

[4] James A. Caporaso, “International relations theory and multilateralism: the search for foundations”, International Organization, 46: 3, Summer 1992, p. 602.

[5] Joint communication to the European parliament, the Council, the European economic and social committee and the Committee of the regions, Review of the European Neighbourhood Policy, 2015, p. 2.

[6] Joint communication to the European parliament, the Council, the European economic and social committee and the Committee of the regions, Review of the European Neighbourhood Policy, 2015, p. 18.
[7] Carl Bildt, “Russia, the European Union, and the Eastern Partnership”, ECFR Riga Series, p. 2.

[8] Acordo de parceria e cooperação que estabelece uma parceria entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-membros, por um lado, e a Federação da Rússia, por outro - Protocolo nº 1 Relativo à criação de um grupo de contacto sobre questões relacionadas com o carvão e o aço - Protocolo nº 2 Relativo à assistência administrativa mútua para a correcta aplicação da legislação aduaneira - Acto Final - Declarações comuns - Trocas de cartas - Acta de assinatura, Jornal Oficial nº L 327 de 28/11/1997 p. 0003 - 0069
[9] Neste caso, não propriamente em virtude de a UE querer impôr quaisquer regras à Rússia, vexando-a particularmente, mas tão somente em função de a adesão à União implicar a aceitação de um determinado conjunto de regras, que já se encontravam em vigor, e que eram (e ainda hoje são) bastante diferentes das que vigoram no plano axiológico russo.
[10] Expansiva na medida em que se procuraria alastrar para diversos outros países não liberais.

[11] Esta visão apreensiva em relação às revoluções coloridas, nomeadamente identificando-as como produto de uma intervenção ocidental, não se restringiu à Rússia, sendo igualmente a posição adoptada pela República Popular da China.
[12] Statement by Russia’s Ministry of Foreign Affairs on Kosovo, February 17, 2008 – tradução nossa.

[13]  Adrian Pop, “From cooperation to confrontation: the impact of bilateral perceptions and interactions on the EU- Russia relations in the context of shared neighbourhood”, Eastern Journal of European Studies, 2016 – volume 7, p. 54.
[14] Adrian Pop, “From cooperation to confrontation: the impact of bilateral perceptions and interactions on the EU- Russia relations in the context of shared neighbourhood”, Eastern Journal of European Studies, 2016 – volume 7, p. 54.

[15] Carl Bildt, “Russia, the European Union, and the Eastern Partnership”, ECFR Riga Series, p. 6.
[16] Transcript of Remarks and Response to Media Questions by Russian Minister of Foreign Affairs Sergey Lavrov at Joint Press Conference with Acting Czech Minister of Foreign Affairs Karel Schwarzenberg and EC Deputy Director General for External Relations Hugues Mingarelli after Plenary Meeting of Russia-EU Permanent Partnership Council, Luxembourg, 28 April

[17] Interview by NG – Dipkuryer with Vladimir Chizhov, Russia’s Permanent Representative to the EU, 18 May

[18] Carl Bildt, “Russia, the European Union, and the Eastern Partnership”, ECFR Riga Series, p. 7.

[19] Carl Bildt, “Russia, the European Union, and the Eastern Partnership”, ECFR Riga Series, p. 6.
[20] Que nunca chegou a ser reconhecida pela UE – sendo sempre reiterada a sua ilegalidade, como exemplos: European Parliament resolution on Russia, notably the case of Ukrainian political prisoner Oleg Sentsov; European Parliament resolution of 25 October 2018 on the situation in the Sea of Azov; European Parliament resolution of 10 June 2015 on the state of EU-Russia relations; European Parliament resolution of 15 January 2015 on the situation in Ukraine;  European Parliament resolution of 12 May 2016 on the Crimean Tatars; European Parliament resolution of 16 March 2017 on the Ukrainian prisoners in Russia and the situation in Crimea.

[21] Sendo de novo invocado pela Rússia o precedente criado com o reconhecimento da independência do Kosovo – cfr. – Address by President of the Russian Federation”, Official website of the President of Russia, 18 March 2014

[22] Que, aliás, a Rússia aprendeu a dominar de forma bastante eficaz. Cfr. - Y. Zaliznyak, ‘Information security and Russian aggression: Ukraine–EU–NATO hybrid response to hybrid war’, Yearbook of the Institute of East-Central Europe, vol. 14, no. 2, 2016, pp. 23-42

[23] “Meeting of the Valdai International Discussion Club”, Official website of the President of Russia, 24 October 2014 – tradução nossa.

[24] “Meeting of the Valdai International Discussion Club”, Official website of the President of Russia, 24 October 2014
[25] Ana Maria Guerra Martins, “Os Desafios Contemporâneos à Acção Externa da União Europeia”, Almedina, 2018, p. 392.
[26] Martin Russell, “The EU's Russia policy, Five guiding principles”, European Parliamentary Research Service, Briefing October 2016

[27] Como é notoriamente o caso – veja-se as sanções à República Islâmica do Irão, à República Popular Democrática da Coreia, à República Popular da China, à República Árabe da Síria, etc…

[28] Como os Estados Unidos da América e a União Europeia já acusam a Rússia de fazer.

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